terça-feira, 29 de março de 2011

a minha primeira casa...



a minha primeira casa era um tico de dar dó, feita de pau-a-pique,nada tinha de chique, era uma pobreza só.
o chão era de terra batida, a cobertura de sapê, colchões recheados com palha de milho. havia poucos utensílios, fechaduras nas portas? pra quê?
vivíamos do que a terra dava. meu pai cedo ia pra lavoura. em casa, minha mãe fazia o almoço; arroz, fubá, um pedacinho de carne com osso cozidinho na salmoura.

logo fomos pra cidade grande. meu pai queria tentar a sorte. arrumar emprego, por os filhos a estudar, construir uma casa, ter lugar para morar. depois disso: era esperar a morte.



e assim seguia a vida cheia de lutas e sacrifícios. um pouco do sonho foi realizado, as filhas mais velhas tinham até se casado. restava aos mais novos aprender bons ofícios.



cada um seguiu seu rumo, todos em busca de realização. tentar é válido, pensei. se conseguiram, eu não sei, mas creio que vivemos com paz no coração.



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há tempos, não vinha aqui... senti saudades, por isso, apareci.



quem vier, leva beijos meus...

6 comentários:

Lu disse...

ô cumadre linda, a paz e o amor foram as maiores riquezas.
Venceram!

Levo um balaio de beijo, e deixo dois procêis!

Sandra Negrão disse...

Nossa tia, que lindo!
Estou com saudades!!
Beijos.

Quasímodo disse...

O tempo passa... a casa muda, mudamos nós.
Mas a lembrança daquela felicidade despreocupada nunca nos abandonará.
Às vezes penso que não deveriamos ter crescido. O pouco que tínhamos era o bastante. Talvez por desconhecermos que havia mais.

Beijo, minha querida.

uns olhos... disse...

cumadre,
eu já deveria ter respondido acá, mas sabe... sou assim, relapsa.
obrigada pelo carinho e leve mais beijos...

uns olhos... disse...

sandroca,

saudades também... venha nos fazer uma visita. titio vai ficar feliz... rs
beijão

uns olhos... disse...

meu querido,

feliz com sua presença aqui e aqui...

beijos